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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Passeri
Parvordem: Passerida
Família: Thraupidae
 Cabanis, 1847
Subfamília: Thraupinae
 Cabanis, 1847
Espécie: T. palmarum

Nome Científico

Thraupis palmarum
(Wied, 1821)

Nome em Inglês

Palm Tanager


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Sanhaço-do-coqueiro

O sanhaço-do-coqueiro é uma ave passeriforme da família Thraupidae que está freqüentemente associada a palmeiras, daí seu nome popular. Também conhecida por sanhaço-verde, pipira-verde (Piauí e Maranhão). É agressiva em relação a indivíduos da mesma ou de outras espécies.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (Gr.) Thraupis = pequena ave; (Latim) palmarum = referente a palmeira ⇒ Pássaro que frequenta palmeiras.

Características

Mede entre 17 e 18 centímetros de comprimento e pesa 27-48 g.
Os três sanhaços, sanhaco-cinzento, sanhaço-da-amazônia e o sanhaço-do-coqueiro possuem porte e hábitos semelhantes. Suas cores, entretanto, os diferenciam bem. Como costumam pousar nas partes mais altas da vegetação, muitas vezes são vistos contra o céu, em situações de iluminação onde os contrastes desaparecem. Nessas situações, quando o sanhaço-do-coqueiro voa mostra uma faixa clara (na verdade, amarelada) no meio das penas longas da asa, característica marcante dessa espécie. A cor esverdeada dominante é suficiente para determiná-lo, quando as condições de luz o permitem.
Notável também é seu vínculo com palmeiras.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies

Possui quatro subespécies reconhecidas:

Clements checklist, (2014); Integrated Taxonomic Information System, (2015).

Fotos das subespécies de (Thraupis palmarum)
(Ssp. palmarum) (Ssp. melanoptera) (Ssp. atripennis) (Ssp. violilavata)

Indivíduos com plumagem flavística

O que é flavismo?

Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).

Alimentação

Caça insetos no meio das folhas, às vezes ficando de cabeça para baixo nessa busca. Também apanha insetos em voo, especialmente cupins e formigas aladas, saindo de um poleiro exposto e, meio desajeitado quando comparado como o suiriri e outros mestres desse tipo de captura, volta ao pouso original ou próximo. Além de insetos, complementa a dieta com néctar e frutos, especialmente da embaúba. Costuma frequentar comedouros com frutas.

Reprodução

Possui um chamado de notas agudas e assobiadas. É emitido o ano todo, com mais intensidade no período reprodutivo. O ninho em forma de taça, escondido no meio da folhagem densa ou então nas bainhas foliares de palmeiras, é construído pelo macho e pela fêmea. Eles utilizam folhas largas e secas, revestindo externamente com fibras vegetais. Os ovos, em geral 2, são cremes ou brancos com manchas cinzas, pardas ou negras e são incubados pela fêmea durante 14 dias. Os filhotes, que permanecem no ninho de 17 a 21 dias, são alimentados pelo casal, possivelmente por regurgitação.

Hábitos

Muito ativo, vive em casais e pequenos grupos, provavelmente familiares. Está sempre movimentando-se nas horas frescas do dia, lançando-se em voos longos sobre os rios ou áreas abertas. Ocasionalmente, está na parte baixa da vegetação. Embora prefira os ambientes florestados, também visita capões de cerrado e áreas com adensamento dessa vegetação. Acostuma-se a pomares e ambientes urbanos bem arborizados. Pode ser visto em jardins, onde vai nos comedouros para aves para alimentar-se de frutos. Encontrado também nas cidades e até nos parques dos grandes centros urbanos do país.
Tem-se observado na cidade do Rio de Janeiro, a confecção de ninho em caixas protetoras de ar condicionado em edifícios de apartamentos (observação pessoal - usuário Alcir Meireles).

Convive com pássaros bem diferentes de sua família, como, o pardal.

Predadores

Distribuição Geográfica

Ocorre em todo o Brasil e também na América Central ( a partir da Nicarágua ) e a maioria dos países sul americanos, desde as Guianas até o Paraguai. .

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos